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Balanço da Virada Cultural 2010

Posted: quarta-feira, 19 de maio de 2010 by Bans in Marcadores: , ,
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Conforme prometido, a provavelmente nenhum de vocês, reles leitores, venho aqui para fazer o balanço da Virada Cultural 2010, que ocorreu no último final de semana (15 e 16 de Maio).

A Virada, que este ano completou sua sexta temporada, já é um evento fixo na agenda de muitas pessoas. Por 24 horas, as toneladas de concreto, o barulho dos carros e a correria das pessoas da Paulistânia dá espaço a muita cultura, lazer e entretenimento gratuito.

Nesse ano, a Virada registou público de 4 milhões de desocupados, que vagaram ao longo das 24 horas pelas mais de 1000 atrações presentes no evento. Independente disso, eu afirmo como um dos desocupados supracitados: TODAS as pistas por onde passei estavam LOTADAS ATÉ A ALMA. Desde Sidney Magal (com público estimado de 35 mil pessoas na Av. Vieira de Carvalho), até o show do ABBA - que eu só vi pela TV - que ABARROTOU a Júlio Prestes.


O meu balanço dessa virada - como frequentador assíduo desde 2007 - é: MÉDIO
As atrações tavam muito boas, mas os organizadores colocaram muita coisa boa em horários próximos (Living Color, Velhas Virgens e Móveis Coloniais de Acajú, por exemplo). Além disso presenciei brigas e assaltos, coisas que não vi, particularmente, nos outros anos.


Só relembrando que esse post é pessoal e intransferível, quais opiniões divergentes serão analisadas e levadas em conta (ou não).

Playing for Change

Posted: segunda-feira, 12 de abril de 2010 by Albanietzsche in Marcadores: ,
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A Playing for Change Foundation é um "movimento multimídia criado para inspirar, conectar e trazer paz ao mundo através da música" (tradução livre do site oficial). Para tanto, seus idealizadores fornecem um local, instrumentos de primeira qualidade, projetos educacionais e o que mais for preciso para que músicos independentes de várias partes do mundo tenham a infraestrutura necessária para mostrarem seus trabalhos.

Além disso, com o dinheiro arrecadado nas doações e com o apoio do Concord Music Group, a fundação banca projetos sociais nas comunidades de onde vêm seus músicos, desde escolas de educação musical e tecnologia na África até centros para refugiados tibetanos na Índia e no Nepal.

E, mesmo que não soubéssemos de todo esse contexto, uma iniciativa que reúne músicos de rua de dez países diferentes cantando esse belíssima versão de "Stand by me" merece no mínimo nosso respeito e uma conferida:

Fluxo de pensamento nonsense

Posted: sábado, 10 de abril de 2010 by Albanietzsche in Marcadores: ,
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"Nossa, uma menina com um tênis de rodinhas. Deve ser difícil se equilibrar só nos calcanhares pra andar com isso. Mas andar na ponta do pé deve ser pior. É, definitivamente é pior. Tanto é que que a Rose do Titanic fica na ponta dos pés pra impressionar os caras do bar da ralé. Titanic é muito grudento, mas é bom. Sempre gostei. Mas aquela música da Celine Dion se tornou insuportável. Ela canta muito, ok, mas fazer ESSE tipo de música? Ô cagada! Por que fui lembrar da música? Vou ficar com ela na cabeça o dia todo agora, ótimo."


E começo a cantarolar "My heart will go on". E todo esse caminho, do tênis de rodinhas até Celine Dion, foi percorrido pelo meu cérebro em uma fração de segundo.

De vez em quando eu amo o jeito com que esse maldito dentro do meu crânio se comporta.

"Say hello to my little toy friend!"

Posted: domingo, 4 de abril de 2010 by Albanietzsche in Marcadores: ,
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Há um limite entre o politicamente correto protetor e o politicamente correto prejudicial. Deve-se desde cedo promover a criação de uma consciência crítica nas crianças, mostrando, por vezes sem eufemismos, as facetas mais duras da realidade. Não adianta moldar um mundo belo e colorido para protegê-las; uma hora elas terão que enfrentá-lo.

Contudo, existe esse limite. Mostrar que há violência a uma criança é diferente do que expô-la cadáveres decepados e a cenas de assassinatos. Certos baques como esse podem ocasionar uma distorção de valores com danos futuros por vezes irreparáveis.

Com isso em mente, vi uma peça de Scarface, um dos filmes mais violentos já produzidos por Hollywood, encenada em uma escola primária estadunidense por crianças com não mais de 6 ou 7 anos. E tudo o que me veio a cabeça foi: "Foda-se o politicamente correto, isso é muito foda!"

Sem um pouco de perversão e imoralidade o mundo fica chato demais.

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